Funchal

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A Mudança no Funchal

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Paixão Pelo Funchal (2)


Praia Formosa
Autor: Paulo Cafôfo

Para acompanhar a campanha da Coligação "Mudança", por favor, visitar a página oficial da candidatura: Paulo Cafôfo

Cidadania Pela Arquitectura

Foram anunciados há poucos dias os finalistas do prémio Aga Khan. Este é um prémio virado para comunidades de maioria mulçumana, e envolve projectos comunitários, seja na promoção de melhoramentos em monumentos históricos, habitação social, ou protecção do ambiente. 

Fiquei fascinado com alguns destes projectos, são ousados, mas não ignoram a comunidade. Deixo aqui dois exemplos:

1. Instituto de Filme e Animação de Kantana, Tailândia.



2. Centro de Interpretação de Mapungubwe, África do Sul










Arte Citadina: Um Exemplo

Não devemos ser parcimoniosos na promoção da arte como fenómeno colectivo, como algo que faz parte do nosso quotidiano, e que pode proporcionar uma significativa transformação, no modo como encaramos a cidadania.


Tim Goodman

Neste artigo, deparei-me com o artista Tim Goodman, que leva a sua arte não só a espaços públicos, como, igualmente, a espaços interiores, como as paredes de um quarto de hotel. É preciso sublinhar, que no caso do Ace Hotel, em Nova Iorque, os quartos onde Tim Goodman esteve presente, têm uma grande procura, logo, é indubitável que a arte pode servir de catalisador para o dinamismo turístico de uma urbe.

Tim Goodman - Time


Não é só fundamental existir uma estratégia, o que não faltam são grandes ideias associadas a estes conceitos. É preciso mais do que isto, ir mais longe. Defendo a figura dos "artistas residentes", artistas ligados à cidade de forma permanente. Creio que o processo criativo precisa de ser incentivado, seja no lado dos estímulos, seja através do desafio. Deveria haver maior abertura para aqueles que querem imprimir o seu talento no Funchal, não esquecendo o facto que são precisas condições para que tal seja possível. Acrescento que esta abertura, não pode cingir-se a momentos pontuais, mais do que boas intenções, é uma questão de atitude consistente.

Obviamente, que estas observações partem de uma posição pessoal, no entanto, estou confiante que na "Mudança", já está integrada este compromisso.


Uma Campanha Que Pertence Aos Cidadãos

A Coligação "Mudança" não exclui ninguém. Este é Manuel Tiago, e veio ao Centro do Funchal cheio de entusiasmo acompanhar o pai em mais uma iniciativa da campanha. 

Manuel Tiago
Autor: Duarte Caldeira Ferreira
Podemos encontrar a mesma foto, no blogue do pai orgulhoso, o Duarte Caldeira Ferreira: Madeira Do Avesso


O Contributo do Docente


Serve de pretexto o facto de Paulo Cafôfo, candidato da «Coligação Mudança», ser um docente, para lembrar o papel dos professores na vida pública. Esta é uma percepção pessoal, que ainda não tive oportunidade de partilhar com o público. Julgo, porém, que é pertinente abordar este assunto. Convivi com professores toda a minha vida. Devo dizer, que não foi só o âmbito familiar que trouxe esta convivência; tive, noutros contextos, o mesmo privilégio. É daqui que nascem os conceitos desta reflexão.

Se questionasse ao leitor, qual o verbo que resume a função de um professor, não será descabido supor, que a resposta mais frequente, poderia ser o verbo «Educar». A Língua Portuguesa atribuí um sentido nobre a esta palavra, pois, «dar educação», alberga semanticamente, não só a aquisição de qualidades intelectuais, ou conhecimentos técnicos, como atinge o lado humano dos educandos, a sua fibra ética, a cortesia e os modos de convivência; os princípios e valores, pelos quais nos guiamos.

É esta dupla faceta, humana e técnica, que vejo reunida na figura do professor. Não nos podemos esquecer que a sala de aula pode ser um ambiente frenético, cada aluno é uma sensibilidade diferente, o mesmo acontece nas suas expectativas e conhecimentos previamente adquiridos. Logo, o professor, concilia este ambiente fragmentado e disperso, providenciando coerência e unidade ao grupo heterogéneo, com a intenção de orientar a atenção dos alunos para um objectivo comum. Não é nenhuma coincidência, a semelhança com a política.

Um professor, tal como um político, empreende um mesmo esforço, de encontrar coerência e unidade, num ambiente fragmentado, com o intuito de equacionar soluções consistentes, de interesse comum.

Acrescento que, o valor dos professores, não termina nesta confluência de características humanas e técnicas. Os professores têm um acesso muito mais aprofundado aos cidadãos do que a generalidade dos políticos. Porque lidam com alunos de diferentes raízes sociais e económicas, assim como os seus encarregados de educação, os professores conhecem, e sentem, com grande detalhe, os problemas sociais que afectam as famílias, as suas dificuldades e os seus dilemas.

O respeito pela classe docente poderia ser mais extenso, se fossem reconhecidos certos aspectos do seu ofício. Estou certo, e em tom de sugestão, e porque não, de desafio, que os professores podem ter um papel ainda mais activo na sociedade. Faz falta na política, este apanhado de competências, conhecimentos e sensibilidade.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Um Fundador Exemplar

João Gonçalves Zarco, pelas mãos de Francisco Franco

Ouço, na voz de um amigo, que a história do Funchal está repleta de adversidade, mas ainda bem que assim é, diz ele, pois a adversidade é mãe do engenho e do carácter. João Gonçalves Zarco imprimiu o seu génio na nossa cidade movido, talvez, por esta força que é moldada pela própria dificuldade. Que a sua chama nos sirva de exemplo: em vez de deixarmos a fadiga tomar conta de nós, pois os obstáculos são sempre abundantes e variados, que estes sejam, por si só, o dínamo que alimenta as forças do nosso espírito.


Fonte (Imagem): Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco

Paixão pelo Funchal (1)

Não é que dou por mim, e vejo pessoas a manifestar espontaneamente a sua paixão por esta cidade do Atlântico, o Funchal. Miguel Silva Gouveia, autor do blogue Os Dias Do Fim, e um amigo, partilhou no seu perfil esta foto do nosso Funchal com o seguinte mote:

 "A nossa cidade é linda..."

Autor: Miguel Silva Gouveia

Não posso deixar de dizer que concordo contigo, Miguel. 






O ADN do Funchal Deve Ser Competitivo


Poderíamos dizer que é uma notícia, mas não é. Não é nenhuma novidade, já não é nenhum segredo, é algo que podemos sentir no nosso dia-a-dia. São muitos, aqueles que conheço, amigos, colegas, familiares, ou conhecidos, que ocupam os seus dias na busca permanente de uma oportunidade de trabalho.

Posso lançar o número publicado no Diário de Notícias da Madeira: 20%! Um quinto da população sem uma fonte de rendimento estável, cidadãos inibidos através da ausência de perspectivas de futuro. Pessoas sujeitas à precariedade, pois encontram-se numa posição de carência financeira, com contas ou dívidas para pagar, ou com despesas inevitáveis, como Filhos ou Idosos ao seu cuidado, Problemas de Saúde, ou o pagamento do Crédito Habitação.

Este ponto é essencial: muitas pessoas não podem cortar em certas despesas. Uma criança não pode ficar sem alimentos, um doente precisa de cuidados, uma habitação é um sonho de uma vida.

É a partir desta evidência, que Paulo Cafôfo, quer trazer políticas de proximidade e empenhamento social, quer proporcionar, em suma, uma nova política centrada nos cidadãos. O colapso económico está a trazer miséria. Os políticos não podem encarar estes dilemas como um incómodo, é preciso mudar, caso contrário, a situação agrava-se.

Muitos podem argumentar que uma Câmara Municipal não está directamente ligada ao problema do desemprego. O candidato da "Mudança", Paulo Cafôfo, discorda desta tentativa de fugir às responsabilidades.

A Coligação "Mudança" é um projecto político consistente. É possível agir, com compromisso e confiança. Vejamos os pontos-chave desta acção:

Rentabilizar: a cidade do Funchal pode estar orientada para a criação de valor e riqueza, dado que, possuí activos sub-aproveitados e atractivos com potencial económico considerável.

Revitalizar: o Funchal é uma cidade europeia, em pleno Atlântico. Uma cidade que pode atrair empresas, empreendedores, ideias. A cidade do Funchal pode ser um pólo económico, pode servir de plataforma para as empresas entrarem nos mercados latinos, como a Venezuela ou o Brasil; ou então de África, como são os casos de Angola e África do Sul.

Requalificar: é preciso garantir que, a nível de competências, a cidade possa oferecer quadros qualificados que sustentem o crescimento económico. Aqui, há que ter em conta, todo o tipo de necessidades das empresas, a nível de recursos humanos. Apostar na formação e no acompanhamento ao investimento estrangeiro na região, são pontos fundamentais.

ADN Turístico: o ADN económico da cidade do Funchal deve obrigatoriamente contemplar o turismo, logo, Paulo Cafôfo, propõem a criação de um centro de decisão municipal neste domínio.

Finalmente, sem querer minimizar a importância da economia, e tendo presente que é preciso apostar nesta permanentemente, há que salvaguardar os direitos sociais dos funchalenses.

A viragem económica pode ser lenta, assim, precisamos de ter uma forte atenção nos problemas sociais, antes, e mesmo depois, do ponto de inflexão na produção de riqueza local.

Todos estes pontos, estão presentes nas comunicações públicas de Paulo Cafôfo. Seja no seu discurso inaugural, seja na entrevista ao Tribuna que consta na página oficial da Campanha "Mudança".




quarta-feira, 8 de maio de 2013

Yesterday, Today, Tomorrow

Esta flor é conhecida como "yesterday, today, tomorrow"...

...podemos encontrar a mesma em muitos dos nossos jardins...

...como se fosse um aviso à nossa consciência....

Autora: Renke Olieslagers 

  
yesterday, today, tomorrow


Momentos Literários de Campanha: Funchal (1)


Entrelaçados nas lides políticas, somos levados a esquecer a literatura. O tempo é exíguo, a concentração consome muitas energias, ficamos, assim, com a ilusão que não há tempo para ler, nem que seja um pequeno trecho. 

Quero que esta campanha seja focada na cidade do Funchal, e uma das formas como consigo preservar a minha dedicação e esforço, é através da literatura. 

A melhor maneira, ao meu alcance, de conciliar estas duas forças, é trazer a lume trechos literários que aludem a nossa cidade. 

Começo com Tomas Tranströmer, com um trecho do seu poema Funchal.

«Embrenhamo-nos na multidão, somos empurrados amigavelmente, suaves controlos, todos falam, fervorosos, na língua estranha. “ um homem não é uma ilha.“ Por meio deles fortalecemo-nos, mas também por meio de nós mesmos. Por meio daquilo que existe em nós e que os outros não conseguem ver. Aquela coisa que só se consegue encontrar a ela própria. O paradoxo interior, a flor da garagem, a válvula contra a boa escuridão. 
Uma bebida que borbulha nos copos vazios. Um altifalante que propaga o silêncio. 


Um atalho que, por detrás de cada passo, cresce e cresce. Um livro que só no escuro se consegue ler.» 

(Traducão do sueco para alemão por Hans Grössel)  
(Traducão do alemão para português por Luís Costa.)

Fonte: Citador.




Conceito "Mudança": «Pocket Park»

Mudança: Ambiente

Em muitos cantos do Funchal, nas suas encostas, em terrenos baldios, ou outros espaços, podemos encontrar lugares de inadvertida desatenção. Ora, o «Pocket Park» poderá ser um conceito que preencha estes vazios.

A beleza pode ser levada a mais locais. Podemos intervir em zonas urbanas, que não sejam só jardins e parques. Tendo em conta, dois vectores: a preservação da natureza e a vertente estética. Estes pequenos parques, podem ser dedicados à flora endémica.

Em muitos casos, temos locais onde as espécies invasoras proliferam. Devemos cuidar destes locais, apostando em espécies próprias da região. A cidade de Londres tem um projecto dedicado só a este tema, que pode ser encontrado aqui.

A foto é de um peculiar «Pocket Park», localizado em Seattle, EUA: Waterfall Garden Park.








Waterfall Garden Park

Mudança: O Compromisso com Confiança na Cidadania (1)

Mudança: Cultura
Na política temos a crença que o excepcional é uma raridade, podem haver momentos extraordinários, mas o quotidiano é preenchido pelo ordinário, e não pelo o talento. E não é só o talento político que está aqui em causa. Um dos talentos de um político é sublinhar e promover a criatividade e o mérito dos cidadãos, ou seja, dos outros. Isto é, por vezes, ofuscado, e fica em segundo plano.

Uma Câmara virada para as pessoas é uma Câmara que dá ânimo aquilo que há melhor nestas. Não duvido que o Funchal tem pessoas de enorme talento, nos mais abrangentes domínios: arquitectura, ambiente, teatro, literatura, design, voluntariado, animação, cinema, pintura, dança, música, etc; uma lista interminável de pessoas que podem dar um renovado toque criativo a esta cidade do Atlântico, o Funchal.

Paulo Cafôfo já o disse, e não irei cansar-me de repetir: é preciso sublinhar o talento dos madeirenses. Até porque a Autonomia não é só uma entidade administrativa. É muito mais do que isto. A Autonomia deve vibrar na cultura, deve estar presente no nosso quotidiano.

A cidade do Funchal é um elemento central nesta mudança, já que pode agregar variadas dinâmicas, de âmbito urbano e cultural, que depois podem fazer eco muito além das fronteiras oceânicas da região.

Este projecto terá detalhes e maior precisão. Será facultado ao público para discussão. Todas as ideias serão bem-vindas, para que seja possível criar um modelo consistente neste domínio.