Funchal

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A Mudança no Funchal

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Na Senda da Mudança: Hélder Spínola


Hélder Spínola


Hélder Spínola associa a “sustentabilidade” ao espaço urbano, o Funchal é uma cidade de confluência, onde pressões casuísticas e megalómanas absorveram o lugar que era dedicado aos cidadãos. Para fazer recuar este ambiente saturado, é imprescindível, no contexto político, uma revigorante evolução no sentido da pluralidade. Hélder Spínola não nega que há obra meritória, mas adverte para a necessidade de ir ao encontro de uma nova perspectiva e olhar sobre a cidade, não sendo ambivalente no facto de que, para materializar qualquer mudança, não podemos deixar perpetuar o monopólio partidário que tem tomado todas as decisões da Câmara Municipal do Funchal e Região Autónoma.
As pessoas não têm predisposição para acreditar num novo rumo, o desânimo parece que se instalou e sedimentou, a política está congestionada pela altivez e arrogância de termos sempre os mesmos a decidirem. A solução para este nó górdio só pode permanecer na força e convicção de novas atitudes e práticas, assentes no compromisso e confiança na cidadania. Está nas nossas mãos vencer o cepticismo. Se dermos voz aos nossos próprios anseios, se participarmos na mudança, Helder Spínola não têm dúvidas: o Funchal voltará ser a cidade das nossas vidas.
 
Primeira Questão:

Todos sabemos a definição do dicionário para «Mudança». No entanto, uma palavra pode ser vivida das mais variadas formas. Assim, pode dizer qual é o significado de «Mudança», no seu universo pessoal? E, a partir deste significado, pode explicar como este motiva a sua acção num projecto para a cidade do Funchal?
HS: Para mim a palavra mudança está fortemente associada com o conceito de evolução, ou seja, mudança para melhor. Além disso, no contexto político regional, essa mudança está subjacente a uma alteração do partido político que governa a Câmara Municipal do Funchal e a própria Região. Neste contexto de mudança, um projecto para a cidade do Funchal deve manter e melhorar aquilo que de bom foi feito e criar um novo olhar sobre a cidade. Um projecto de mudança para a cidade do Funchal tem necessariamente de encontrar e defender uma outra perspectiva da cidade e trabalhar com base num novo paradigma que esteja fortemente baseado na sustentabilidade (Ambiental, Económica e Social).

Segunda Questão:

Falamos de "Mudança", vamos agora para a Confiança, Cidadania e Compromisso. Como estes três "cês" afectam a sua vida activa, nos mais diversos âmbitos: pessoal, profissional, social ou político?
HS: São 3C’s essenciais como pilares de qualquer projecto, seja ao nível pessoal, profissional, social ou político. Sem estes alicerces, ainda mais agora que os cidadãos apresentam fraca predisposição para acreditar, é muito difícil construir seja que projecto for. No entanto, por essa mesma dificuldade para acreditar, estes 3C’s, como simples palavras, no contexto actual, dificilmente galvanizam o ânimo e o sentimento que seria suposto mobilizarem. A Confiança, Cidadania e Compromisso, para resultarem em algo real que se entranhe na vida activa, têm de deixar de ser meras palavras para se ser aquilo que efectivamente são: atitudes, valores, práticas e sentimentos. 

Terceira Questão:

Fale-nos um pouco da perspectiva sobre cidade do Funchal?
HS: Vejo o Funchal como uma cidade de confluência, onde a diversidade humana é imensa e onde podemos aspirar a encontrar qualidade de vida. O Funchal cresceu e definiu a sua estrutura ao longo de séculos o que lhe conferiu características próprias que têm conseguido sobreviver às intervenções instantâneas das últimas décadas. No entanto, actualmente está a atingir o ponto de saturação e já se torna muito difícil continuar a absorver as intervenções casuísticas e megalómanas, como é o caso das obras na baía do Funchal. Vejo o Funchal como necessitando urgentemente de ser libertado da pressão que tem sido excessivamente exercida sobre o seu território. O Funchal está cada vez mais congestionado e precisa de recuperar espaço para os seus cidadãos.  

Parque Santa Catarina

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Orçamentos (e Momentos) Participativos

Os sinos já tocam a melodia da mudança. A coligação liderada por Paulo Cafôfo, colocou a cidadania definitivamente na ordem do dia, transformando a capacidade dos cidadãos, de tomar decisões pelo futuro da sua cidade, na força motriz da eleição à Câmara Municipal do Funchal. A ideia não é peregrina, os "Orçamentos Participativos" já são norma em cidades como Lisboa, Angra do Heroísmo, Aveiro, Amadora, ou Cascais. Todavia, como é hábito, a classe política regional oferece grande resistência em facultar meios de participação aos cidadãos. É daqui, que esta proposta da Coligação da Mudança marca a diferença, pois garante, pela primeira vez, a possibilidade de nascerem "soluções de proximidade" dos munícipes do Funchal. 



Os "Orçamentos Participativos" são a possibilidade real, dos cidadãos, pronunciarem-se efectivamente sobre parte do Orçamento Municipal. O poder é deliberativo, e não consultivo, a força da cidadania pode ganhar âmbito concreto com esta ousada (para os critérios regionais) proposta, é um novo estádio de desenvolvimento local e municipal. Os resultados têm sido francamente animadores nas cidades que adoptaram este modelo. Os cidadãos não só tomam decisões, como aproximam-se de todo o processo político municipal, garantindo, assim, maior transparência nas decisões. 


Este é um dos momentos em que vale a pena fazer política. A campanha da Coligação da Mudança, visitou hoje o Mercado dos Lavradores, e foi muito bem recebida por todos. Os cidadãos do Funchal não escondem que querem Mudança, a proposta da Coligação em prol do "Orçamento Participativo" é mais um exemplo, de como a Coligação da Mudança, permanece convicta em corresponder às expectativas dos seus concidadãos. A diferença perante outras candidaturas é esta: a cidadania não é mais uma palavra no discurso, é uma convicção que põe toda a acção política em movimento.  

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Funchal: cidade com personalidade


Uma cidade ganha personalidade pelas suas idiossincrasias. A distinção no turismo, é exemplo disto. O turista dispõem-se a viajar porque quer ver algo de novo. Se visitarmos Barcelona percebemos esta evidência; não é o clima, ou o preço módico do transporte aéreo, que atrai milhões à capital da Catalunha. E o mesmo pode ser dito de Woody Allen, que fez o filme "Vicky Cristina Barcelona". O realizador e argumentista, foi a Barcelona em busca de singularidade. A arquitectura, e ambiente cultural, desta grande cidade, tornam Barcelona única. O fascínio desta é o catalisador do progresso, e dos avanços económicos e sociais, de toda a região autónoma catalã. 

Deixo aqui a foto de uma calçada, como mero exemplo. As cidades podem ganhar personalidade, nem que seja pela via original e artística das suas pedras da calçada.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

50 Ideias: Como podemos reinventar o Funchal?

A política gosta de navegar em águas conhecidas. Pode ser um bom princípio, se não tivermos em conta a degradação da qualidade de vida na região, com a crise agudizar-se a cada dia. A estagnação económica e social, não pode deixar indiferente a classe política regional. Eu vejo políticos acomodados, fechados em cúpulas, cientes que sabem tudo, mas incapazes de apontar o rumo da «Mudança». 



A «Mudança» não pode ser uma miragem, os princípios do compromisso e cidadania não são virtuais. Abracei este projecto, porque quero ver um renovado modo de fazer política. Estou atento ao estado de coisas noutras cidades, ou seja, o que estas fazem para melhorar a vida dos seus habitantes. Leio um pouco de tudo. Já encontrei excelentes projectos. Estes podem ser adaptados à realidade do nosso anfiteatro urbano. As ideias são possíveis, não utópicas. São tangíveis, e não etéreas. Basta que haja vontade política, para que muitos destes conceitos possam dar um passo em frente, no sentido da concretização. Já aqui foi dito, que esta vontade - política - deve respirar em simbiose com a cidadania activa, por isso deixo aqui a hiperligação de uma iniciativa denominada: 50 Ideias Para as Novas Cidades



Alguns destes conceitos, e outros que já foram analisados, serão o meu contributo para a cidade do Funchal. Tentarei integrar, dentro do possível, estas ideias, no programa da "Candidatura da Mudança". Porém, deixo em aberto, a possibilidade de qualquer cidadão analisar as mesmas e, se achar conveniente, fazer usufruto destas novidades, podendo adaptar livremente as mesmas, dentro da sua esfera de simpatias políticas, sem que de minha parte venham recriminações de plágio. 

Link: http://urbanomnibus.net/ideas/

terça-feira, 4 de junho de 2013

Na Senda da Mudança: Cláudia Mendonça






Cláudia Mendonça, dedica à política a palavra «simbiose» para pôr a «Mudança» em contexto. As peripécias e imprevistos da política regional, não deram "confiança aos seus cidadãos", não estimularam a "cidadania activa", desligando-se daquilo que Cláudia descreve, como "compromisso democrático".

Se as políticas fracassaram, é preciso "parar para pensar" e não persistir no erro. A democracia só ganha "coerência e consistência", se deixar respirar a "cidadania activa". E o erro de tolerar esta "continuidade" estagnada que subsiste na região, não termina no esvaziamento da democracia. Cláudia Mendonça, activa o alerta que devemos ter perante os perigos que nos cercam:

"Apesar das nossas potencialidades, não soubemos rentabilizar os nossos recursos, e nem sempre, a sustentabilidade das nossas acções, ou opções, conduziram os destinos da cidade."

O município do Funchal têm de fazer renascer o dinamismo democrático, não só para garantir a prosperidade aos seus cidadãos, e não só porque a democracia é um bem inalienável. O Funchal pode servir como "farol de esperança" para toda a região. A «Mudança» é o compromisso com as pessoas. Precisamos do talento de muitos que foram excluídos do processo democrático, para acabar com a estagnação social e económica. A "Mudança assume este papel de conciliar a política com a cidadania, como estas fizessem parte de uma simbiose.


Primeira Questão:

Todos sabemos a definição do dicionário para «Mudança». No entanto, uma palavra pode ser vivida das mais variadas formas. Assim, pode dizer qual é o significado de «Mudança», no seu universo pessoal? E, a partir deste significado, pode explicar como este motiva a sua acção num projecto para a cidade do Funchal?
Este projecto político, a candidatura à CMF, ao permitir levantar várias questões, permanecendo aberto às ideias e aos pensamentos, e disponível para ouvir as propostas dos cidadãos é, por si só, a demonstração que esta mudança é necessária, e está preparada para assumir aos anseios e expectativas de todos os funchalenses.
Este sentido democrático, através da participação cívica, foi algo que ao longo das últimas décadas foi abafado.
Desde os nossos bancos de escola, questionar ou apresentar alternativas, parecia ser uma atitude que condenava os cidadãos à exclusão.
«Mudança», no meu universo pessoal, significa alternativa, a transformação daquilo que já não é adequado ao que vivemos ou ao que propor-nos viver.
O projecto «MUDANÇA» para a cidade do Funchal, apresenta-me a esperança que já há algum tempo parecia faltar na acção política regional.
Considero que este projecto político apresenta uma alternativa credível e consistente.
Ano após ano a nossa cidade é conduzida sem qualquer sentido prático ou ideológico claro, galardoando-se da “obra” do passado e exibindo vaidade nos cartazes do presente. Em suma, não existe um sentimento de responsabilidade por terem hipotecado o futuro de todos, e, apagado a esperança de muitos.

Segunda Questão:

Falamos de "Mudança", vamos agora para a Confiança, Cidadania e Compromisso. Como estes três "cês" afectam a sua vida activa, nos mais diversos âmbitos: pessoal, profissional, social ou político?
Independentemente do âmbito destas palavras, quer seja pessoal, profissional, social ou político, considero que a Confiança, a Cidadania e o Compromisso, devem ser encarados como princípios transversais a todos os âmbitos citados, pois esta transversalidade torna a acção, e ligação desta com o pensamento, coerente e consistente.
A descredibilização da política e dos políticos é muitas vezes consequência desta falta de coerência e consistência.
Contudo, apesar da responsabilidade individual, por vezes esquecemos, que grande parte desta incoerência e inconsistência, são resultado de décadas de uma democracia que não deu confiança aos seus cidadãos, não estimulou a cidadania activa, e não assumiu o seu compromisso democrático.

Terceira Questão:

Fala-nos um pouco da perspectiva sobre cidade do Funchal? 
A cidade do Funchal é um desafio a todos os níveis, por isto, sinto que em nenhuma cidade da região o desafio do mar à montanha é tão clarividente.
As nossas potencialidades são tantas e nem sempre foram cumpridas.
Infelizmente, muitas vezes foi gerida segundo os interesses de alguns e não de todos.
Apesar das nossas potencialidades, não soubemos rentabilizar os nossos recursos, e nem sempre, a sustentabilidade das nossas acções e opções conduziram os destinos da cidade.
A cidade do Funchal sempre foi tomada como exemplar quando interessava a alguns, e quando grandes manifestações naturais assolaram a cidade, esses mesmos interesses parecem ter sido usurpados, e dado lugar a preceitos político-partidários, subordinando o bem-estar dos madeirenses de forma negativa.
Não sinto que a nossa cidade seja uníssono, no seu nome e na sua vontade, sempre pressenti uma divisão entre o Largo do Colégio e os jardins da Quinta Vigia.
O Funchal apresenta-se como um farol de esperança para todo o nosso arquipélago, tanto nas suas potencialidades, como nas suas necessidades, é tempo de renovação e regeneração, é por tudo isso que eu estou ao lado da MUDANÇA.

 

domingo, 2 de junho de 2013

Na Senda da Mudança: Duarte Caldeira Ferreira



Duarte Caldeira Ferreira, reside em São Martinho e escolheu a palavra «esplendor» para descrever o seu encanto pela cidade do Funchal. A escolha é, todavia, prudente. Quando confrontado com os pontos do questionário, Duarte Caldeira Ferreira, suscita a lembrança que esta eleição autárquica, mais que um batalha pelo poder na estrutura camarária, será uma forma de disputar a primazia pelo futuro da nossa cidade.


Sem alimentar a intransigência ou o radicalismo, é preciso "cortar com o passado". Não será necessário exaltar velhas revoltas, o processo político alicerça-se na confiança e compromisso, dois pilares da cultura democrática. Somos livres de pensar de forma independente e autónoma, longe de tudo e todos os que permanecem no intuito de manipular as nossas opiniões. Encaramos a liberdade como um direito, mas esta conduz a múltiplos deveres, e um destes, é o princípio de sermos agentes activos da cidadania. Não deixemos os vários "vícios" da política regional interferir nisto.





Primeira Questão:



Todos sabemos a definição do dicionário para «Mudança». No entanto, uma palavra pode ser vivida das mais variadas formas. Assim, pode dizer qual é o significado de «Mudança», no seu universo pessoal? E, a partir deste significado, pode explicar como este motiva a sua acção num projecto para a cidade do Funchal?


Mudança é essencialmente cortar com o passado. 
Não quero com isso dizer que o corte terá de ser radical. É necessário saber distinguir o que de bem feito existe, e mudar o que está errado. É necessário uma nova visão, para que deixemos os vícios de longa data para podermos seguir em frente, com estratégia planeamento e conhecimento. É um passo necessário e urgente para a cidade.
 

Segunda Questão:


Falamos de "Mudança", vamos agora para a Confiança, Cidadania e Compromisso. Como estes três "cês" afectam a sua vida activa, nos mais diversos âmbitos: pessoal, profissional, social ou político?


Confiança e compromisso estão muito ligados um ao outro. Para haver confiança tem de haver compromisso. Cidadania é um dever. Falamos muito dos nossos direitos e raramente falamos dos nossos deveres. Esse é um dos deveres que cada vez acho mais imprescindível ao ser humano, para que criemos uma sociedade melhor. E para vivermos em sociedade temos de seguir estes três “cês”. Temos de transmitir confiança, temos de honrar os nossos compromissos e temos de dar o nosso melhor em prol da sociedade.

Terceira Questão:

Fala-nos um pouco da perspectiva sobre cidade do Funchal?


O Funchal sofre de um grave problema de estratégia a longo prazo. Não basta pôr os serviços a funcionar, não basta gerir. Há que ter visão.
É necessário voltar a colocar o Funchal nos grandes roteiros mundiais do turismo. Esse é o nosso grande motor. Com esse motor a funcionar a economia fluirá, será gerado emprego e será criada riqueza.
É necessário olhar para o nosso património. Não podemos ter uma cidade claramente turística, em que temos as igrejas e museus fechados quando está repleta de turistas.
A Cultura praticamente não existe. Além de alguns concertos de verão no parque de Santa Catarina, pouco mais é feito. Temos um teatro municipal lindíssimo que passa o ano quase todo fechado e das poucas vezes que abre é para cerimónias no seu hall. É preciso fazer protocolos com o conservatório de música, os funchalenses e os nossos visitantes agradecerão. Temos de criar oficinas de artes e criar um museu que traga ao Funchal exposições
Temos de olhar para o comércio tradicional como fundamental à baixa da cidade. Uma cidade com montras fechadas, não será atractiva, será uma cidade moribunda, que não deixa boas recordações. É fundamental acabar com os licenciamentos de grandes superfícies e trazer o cosmopolitismo à “esquina do mundo” que era falada nos quatro cantos do mundo.
Temos de olhar pelos cidadãos. Temos de criar condições para que as pessoas fiquem na cidade, para que venham viver para o centro, para que façam as suas compras no comércio tradicional. Temos de criar condições dignas de habitabilidade.