Funchal

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A Mudança no Funchal

sábado, 14 de setembro de 2013

A solidez é uma força

A Mudança apresentou o seu programa. 

Procurarei, na medida do possível, analisar o documento em pormenor. Mas, depois de vislumbrar o mesmo numa primeira leitura, posso sublinhar que fiquei impressionado. O programa é detalhado, não genérico. É incisivo, não dando lugar à tibieza. É corajoso, indo ao cerne das questões. É visível e está expresso um mapa coordenador da acção política. Gostei, particularmente, da bissectriz rigor e audácia. 

Este programa é a garantia dos munícipes para um Funchal melhor! Dou os meus parabéns a todos aqueles que deram o seu contributo para o mesmo. O Funchal tem futuro! 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Despertar para um sonho!

A campanha da Mudança no Funchal ganhou momento, sentimos a efervescência das pessoas nas ruas, revelando a sua simpatia por este projecto. Os sorrisos anunciam um mundo politico novo, algo de inédito na região. É como se estívessemos todos a despertar para um sonho. E qual é este sonho? Convém sempre não esquecer que os destinos da região estão nublados, e o real impacto da Mudança não permanece no patamar autárquico. O potencial da região está a escapar-nos há demasiado tempo, a Mudança nos destinos da capital madeirense restabelece um equilíbrio de forças, entre a vontade do nosso povo em encontrar oportunidades e a resistência da Quinta Vigia em libertar a Madeira para um novo futuro.

É isto que muitos funchalenses pressentem, antes pareciam existir milhares de desculpas que vinham de todos os lados, para não termos alternativas políticas, agora temos milhares de razões para abandonar todas estas desculpas. A Mudança está mesmo à nossa frente, no espaço temporal de menos de um mês! É de salutar que muitos madeirenses já perceberam isto. Não podemos continuar a  aguardar por clarividências que não vivem nas cabeças dos que nos governam. Só as acções expressas dos eleitores podem obrigar o governo regional a mudar o seu passo, e começar a pensar menos no poder, e mais no bem-estar das populações. O destino da região está neste anfiteatro, o Funchal é palco da força da democracia. 

O que acontecerá a 29 de Setembro fará eco, desta vez o voto é capaz de tocar nos intocáveis. Está ao nosso alcance ir mais longe que um mero protesto, desta vez podemos ter resultados reais. Só quando o poder treme, que o povo é verdadeiramente intocável. E o poder vai tremer...


Uma questão de perímetro ou de responsabilidade?



Eu sei que o tema "Naviera Armas" não é directamente uma competência da câmara. 

Mas é inegável que o assunto interessa aos munícipes do Funchal, não excluindo, todos os restantes residentes da região.

O artigo aponta a burocracia como o entrave à permanência do armador espanhol. É um eufemismo apelidar esta "barreira" como burocracia. Este obstáculo foi, e continua a ser, prejudicial para a região e cidade do Funchal. 

Eu pergunto: os responsáveis da câmara, conhecendo os benefícios do operador Naviera Armas para o Funchal - e região -, não se manifestaram publicamente em desfavor destas "burocracias", porque razão? Não estará, a responsabilidade de defender os interesses da cidade do Funchal, dentro do seu âmbito de acção política? 

Quero lembrar que o silêncio é também uma forma de conivência. Não creio ser legitimo um político responsável ser cúmplice destes atritos que afectam os bem-estar dos cidadãos. Um político pode sempre usar o espaço público para mobilizar a sociedade. 

Os responsáveis da câmara, a meu ver, tinham mecanismos para intervir, podiam ter chamado a atenção para o problema e, finalmente, tinham a influência para mobilizar a sociedade. 

Digo isto, no pressuposto - parece-me transparente -, que o operador espanhol trazia valor para a cidade do Funchal. Responsabilidade implica intervir. Em suma, não podemos compactuar com estes silêncios irresponsáveis. Cidadania é não deixar que "burocracias" tomem conta das nossas vidas. Acredite que a Mudança pode trazer uma renovada forma de cidadania. 

"Redução da taxa de IMI coberta pelas receitas"



Fonte: DN-Madeira

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Unidade & Coesão

Nós não podemos estar sempre a sublinhar o que nos divide enquanto membros de uma mesma sociedade, mas sim, chamar à atenção a nossa identidade comum. Como madeirenses, enfrentamos problemas similares. Seja qual for a nossa perspectiva política ou partidária, temos de lidar com familiares em dificuldade, com a pobreza e com o desemprego, com danos realizados ao nosso património ambiental autóctone. Antes de procurar distinguir os madeirenses bons dos maus, devemos esforçar-nos por entender que somos um mesmo povo, unidos na miséria e na riqueza, na bonança ou na tempestade. Há muitos mais elementos comuns que nos obrigam a cooperar, do que elementos antagónicos que nos levam a competir. 

(Um brilhante discurso de Barack Obama que reforça esta ideia. Apesar de todas as divergências, devemos estar coesos e unidos em pontos cruciais.)



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Recursos + Recursos

Os madeirenses desligaram-se do seu ambiente e ecologia. Vivemos em duas ilhas magnificas que oferecem-nos uma variedade pródiga de condições e recursos que fazemos questão de ignorar. O conceito de "cidade sustentável" parece ser algo inovador e sofisticado, mas é possível colocar a questão: será quem em 2013 o Funchal é mais sustentável do que há cem anos atrás, isto é, em 1913? 

Os nossos solos e clima serviram como fonte de sustento e riqueza durante décadas, basta dizer que nos destacamos no vinho e na cana de açúcar. Hoje, que bens alimentares somos capazes de produzir? Uma ideia que seria muito benéfica para o emprego e criação de riqueza, seria o aproveitamento dos nossos solos para minorar as importações destes produtos. Como seria isto possível? Criando condições para a agricultura ser uma fonte de rendimento das famílias, facilitando a produção agro-pecuária no longo prazo, inibindo certos condicionantes nefastos no seu comércio. Vejo imensos terrenos preenchidos de ervas daninhas. Porque não, o governo regional ou as autarquias, promoverem parcerias entre os proprietários destes e empresários que queiram criar riqueza na fruticultura, horticultura ou floricultura? Porque não isentar fiscalmente a produção regional de bens alimentares? Porque não solicitar que as grandes superfícies tenham quotas mínimas de produtos produzidos localmente? 

Estou a avançar algumas possibilidades para produzir mudança no sector agrícola. São hipóteses, não imposições. Há, porém, mais sectores que poderíamos ter um cuidado acrescido, por forma, ser possível criar mais riqueza. A imagem na parte inferior deste texto trata-se de um bem criado por uma empresa regional - Gonna. A região já produziu bordado ou cestos de vimes, qual será a razão de não termos incentivos em apostar em bens produzidos localmente? Porque será possível importar produtos "tradicionais" da China? 

Quando vejo as nossas florestas a arder questiono-me porque razão não usamos aquela madeira que está a reduzir-se a cinzas para produzirmos bens como cadeiras, mesas ou pavimentos? Há países, como a Nova Zelândia, um país com bons índices de desenvolvimento e regras para garantir a protecção ambiental, que fazem uso da sua ecologia de forma sustentável para exportar lã. Não teremos potencial para fazer algo similar? 

Por fim, a nossa arquitectura tradicional não fez uso da geologia característica do nosso arquipélago? Um aproveitamento mais racional dos recursos que temos não reduziria as nossas importações energéticas? Criar cidades-dormitório será uma boa opção energética? Facilitar a construção civil, dando aval para mais obras, negligenciando o património que já temos, será racional? Os nossos solos podem produzir mais riqueza noutras áreas que não a construção desregrada de novas habitações que poucos, convenhamos, podem comprar. 

Ambiciono ver a nossa região criando riqueza, será possível produzir esta ignorando o nosso território? Creio que as autarquias, a começar pela do Funchal, teriam um papel muito relevante nesta mudança de paradigma. Esperemos que haja uma salutar transição política que possibilite este passo. 

MADEGG - GONNA



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Levantar Voo (Figurado)



Paulo Cafôfo deu um salto simbólico e sobrevoou o Funchal, num registo informal deu-nos uma mensagem relevante: precisamos de ver os nossos problemas urbanos como um todo, ver a cidade como um organismo vivo, em que todas as partes estão unidas e integradas. 

Pode ser uma oportunidade para muitos de nós levantarmos voo num sentido figurado, ver as coisas numa outra perspectiva, considerando o bem-estar de todos. Levantar voo pode significar abandonar antiquadas turras, obsoletos pontos de vista, posições arcaicas e anacrónicas para os desafios contemporâneos que temos de enfrentar. É importante incluir objectividade e assertividade nas nossas perspectivas políticas e ter coragem para imprimir nos nossos actos novas atitudes que resultem em efectiva mudança. 

A sua coragem é importante para voltarmos a colocar os nossos pés num chão mais seguro, estável e próspero. Paulo Cafôfo deu o exemplo: tem coragem para fazer o mesmo?




Simplicidade objectiva e concreta


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A "Mudança" está nas suas mãos

Olhe por si, a Mudança está a ganhar substância! A essência da cidadania é imparável. Do trabalho e experiência, aprendeu o Homem a ciência: a equipa da "Mudança" tem trabalhado afincadamente para produzir valor para a cidade, conciliando a feitura do programa autárquico com o convívio com os cidadãos. 

As ideias ganham forma, e muitas delas já poderiam ter sido implementadas. Esta observação foi feita por pessoas que há muito querem contribuir para mudar o Funchal, mas as resistências foram, infelizmente, muitas. A conclusão é evidente: é preciso um novo elenco e uma nova equipa para governar a cidade, que torne o progresso e desenvolvimento da mesma como uma prioridade absoluta. O compromisso da coligação é de integrar e incluir. Todas as ideias são bem-vindas e este projecto autárquico é de todos para todos. 

Deixo aqui alguns conceitos que julgo primordiais: Plano Social para a Cidade; Fundo de Investimento Cultural; Marca Comércio Tradicional. 

São somente três ideias, mas podem produzir uma grande diferença na justiça social, dinamismo e crescimento económico deste anfiteatro urbano.