Já adquiria ocasionalmente o Diário de Notícias da Madeira, mas não com a frequência desejável, isto é, todos os dias. Tornou-se um dever de cidadania comprar este matutino. Não tenhamos ilusões, os jornalistas exercem um ofício e têm vidas como todos nós. Não é possível termos jornalismo independente sem jornais com autonomia financeira, e, esta advém, dos leitores.
Os jornais prestam-nos um serviço indelével: informar, esclarecer, esvanecer a penumbra das ficções políticas, desmascarar ilusões. Devemos fazer a nossa parte, pois dependemos dos jornais para termos uma democracia viva e uma liberdade mais incisiva. Não quero ver a democracia escapar das minhas mãos, como grãos de areia. O meu compromisso com a cidadania exige o gesto diário de pagar o ofício daqueles que salvaguardam a minha liberdade e os meus direitos.
